segunda-feira, 31 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Deixei-me ficar...
... a chuva, que cessou entretanto, foi o mote para me deixar estar mais um pouco. Saboreei calmamente a voz daquela noite, a mesma que me deixa tranquila até hoje... As pegadas marcadas na areia deixaram um rasto de saudade e guardam agora a promessa de um amanhecer à luz de um sol nu... As ondas, quebrando-se na areia num delicado repousar, hesitaram diante de um gesto mais demorado e eu...
Eu... deixei-me ficar...
terça-feira, 25 de março de 2008
Partir é demasiado fácil.
"As coisas pioram, o mundo muda. No meu sonho nada evolui. Eu estou sempre como agora. Tu não sais da minha frente. As pessoas não crescem. As árvores não morrem. Se a vida pudesse ser parada, eu parava-a aqui.
Tenho os meus amigos à minha volta. Durmo numa terra estrangeira. Passo a fronteira de pijama. E queria que fosse sempre assim, que não mudassem o lugar às casas e às estradas, que as pessoas passassem sempre à mesma velocidade, cumprimentando-se lentamente lembrando-se dos nomes, com respeito e com prazer.
Sou contra as viagens. As viagens existem, mas não se deviam forçar. Partir para quê? No meu sonho não descubro terras nem estranhos: descubro-me a mim e à minha casa.
Partir é demasiado fácil."
Tenho os meus amigos à minha volta. Durmo numa terra estrangeira. Passo a fronteira de pijama. E queria que fosse sempre assim, que não mudassem o lugar às casas e às estradas, que as pessoas passassem sempre à mesma velocidade, cumprimentando-se lentamente lembrando-se dos nomes, com respeito e com prazer.
Sou contra as viagens. As viagens existem, mas não se deviam forçar. Partir para quê? No meu sonho não descubro terras nem estranhos: descubro-me a mim e à minha casa.
Partir é demasiado fácil."
quinta-feira, 13 de março de 2008
Liberdade da destruição...
A minha melhor obra de arte, ontem construída a partir de mim própria e que hoje, apesar de me oferecer um poder de concretização, a vejo como um processo de sucessão e de passagem, um work-in-progress produzido ao som minha própria história. Assim que a der por concluída, tomarei conta do seu espaço com total liberdade de destruição... e se iniciará um novo circuito de cumplicidades...
quarta-feira, 12 de março de 2008
Inside...
Here... where everything which envelopes us is sweet, here on high where one breathes, where one believes in the possibility of anything happening.
Here, where eveything is a caress, where all is simple and true.
Here where love germinates.
Here inside us...
Here, where eveything is a caress, where all is simple and true.
Here where love germinates.
Here inside us...
terça-feira, 11 de março de 2008
Ouve-se o mar...
`Agora, que a chuva cai devagar, lá fora... E a noite vem devorar o sol e tudo fica em silêncio na rua....
E ao fundo ouve-se o mar...
Agora, talvez te possas perder, devora o que a saudade te der . A vida leva pra longe pedaços do tempo, deixa o sabor de um regaço...
E ao fundo ouve-se o mar...
Agora, que a água inunda os teus olhos e o mundo já não te deixa parar... No escuro voltam as estórias perdidas, na alma onde não podes tocar...
E ao fundo ouve-se o mar...`
E ao fundo ouve-se o mar...
Agora, talvez te possas perder, devora o que a saudade te der . A vida leva pra longe pedaços do tempo, deixa o sabor de um regaço...
E ao fundo ouve-se o mar...
Agora, que a água inunda os teus olhos e o mundo já não te deixa parar... No escuro voltam as estórias perdidas, na alma onde não podes tocar...
E ao fundo ouve-se o mar...`
quarta-feira, 5 de março de 2008
Sol Maior...!
Vagueio por ali, onde se acalmam as ondas mais amotinadas, rebeldes como a saudade que me sublevou noutra noite, naquele mesmo lugar, hoje talvez um pouco mais tarde do que é habitual...
Reacendo nos meus olhos as estrelas caducas e acelero com um toque as nuvens que teimam em passar por lá, sempre no mesmo instante e com aquele olhar pluvioso...
Lanço uns sorrisos a uma dócil lua cheia que, mesmo depois de todas as solicitações e suplícios, e surgindo do outro lado já exausta, não me tem deixado desabrigada...
Aconchego as pedras soltas, já furadas pelos anos de embate e ergo um muro poroso, regalando para um canto o que já lá estava e que já me pertencia!
Faço isto todas as noites... quando o cansaço se abeira de mim, acabo por adormecer enrolada num quente e macio manto de areia...
Só volto a acordar quando ouço o sabor do mar a tocar-me nos pés...
Reacendo nos meus olhos as estrelas caducas e acelero com um toque as nuvens que teimam em passar por lá, sempre no mesmo instante e com aquele olhar pluvioso...
Lanço uns sorrisos a uma dócil lua cheia que, mesmo depois de todas as solicitações e suplícios, e surgindo do outro lado já exausta, não me tem deixado desabrigada...
Aconchego as pedras soltas, já furadas pelos anos de embate e ergo um muro poroso, regalando para um canto o que já lá estava e que já me pertencia!
Faço isto todas as noites... quando o cansaço se abeira de mim, acabo por adormecer enrolada num quente e macio manto de areia...
Só volto a acordar quando ouço o sabor do mar a tocar-me nos pés...
...sempre em Sol Maior...!
Subscrever:
Mensagens (Atom)