`Beijar-te, eu? Não sejas tolo. Só entorto o meu pescoço na direcção da tua cara porque me deu um torcicolo, foi enquanto dormia e não, não sonhava contigo, era dura a almofada, uma questão de posição, não consigo endireitar-me e já não tenho vinte anos. Que os meus olhos (dizes) fixos na tua boca? Ora essa, impressão tua, fiquei vesga subitamente, até fui ao oftalmologista, receitou-me um colírio que arde, acredita que vejo a dobrar, nem percebo quem me rodeia: em que lado estás tu, afinal? Que a minha mão faz tudo (afirmas) para agarrar a tua mão? É só uma cãibra súbita, que me impele os músculos dos dedos, hirtos e desobedientes, na direcção dos teus; foi um espasmo aleatório, uma mera casualidade, coincidência espacial. Que a minha perna esquerda (insistes), encostada sem grandes pudores à tua perna direita? Tropecei há dias na escada, estou dorida e fraca do joelho, até um bocadinho coxa, por isso me apoio em ti não vá eu cair outra vez. Que o meu nariz (parece-te), fareja abertamente os recantos da tua nuca? É que trazes um cheiro diferente que não consigo definir, terás mudado de perfume?, o meu interesse nas intersecções do teu corpo é meramente científico, acredita. Que a minha boca, entreaberta (inventas), à porta da tua boca? Está apenas de passagem, vai a caminho do teu ouvido, quero dizer-te um segredo, uma confidência importante, deixa-me pensar o que poderá ser. Que o meu peito (desconfias), se arremessa contra o teu como quem não quer a coisa? Uma tontura, um quase desmaio, é do calor, da falta de açúcar, se beber uma bica isto passa. Que o meu cabelo se eriça (teimas) e se agarra à tua pele? Electricidade estática, como sabes, um fenómeno muito comum. Este suspiro profundo, em que parece que espalho a alma toda pelo ar? Dificuldade em respirar, culpa do tempo seco, do calor, das alergias. Não é (nem por sombras, não é), o desabafo feliz de quem disse ao tempo que parasse, que tudo assim só mais um bocadinho (e a quem o tempo obedeceu). Beijar-te, eu?! Não sejas tolo.`
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
...2º momento nicola ...
`Beijar-te, eu? Não sejas tolo. Só entorto o meu pescoço na direcção da tua cara porque me deu um torcicolo, foi enquanto dormia e não, não sonhava contigo, era dura a almofada, uma questão de posição, não consigo endireitar-me e já não tenho vinte anos. Que os meus olhos (dizes) fixos na tua boca? Ora essa, impressão tua, fiquei vesga subitamente, até fui ao oftalmologista, receitou-me um colírio que arde, acredita que vejo a dobrar, nem percebo quem me rodeia: em que lado estás tu, afinal? Que a minha mão faz tudo (afirmas) para agarrar a tua mão? É só uma cãibra súbita, que me impele os músculos dos dedos, hirtos e desobedientes, na direcção dos teus; foi um espasmo aleatório, uma mera casualidade, coincidência espacial. Que a minha perna esquerda (insistes), encostada sem grandes pudores à tua perna direita? Tropecei há dias na escada, estou dorida e fraca do joelho, até um bocadinho coxa, por isso me apoio em ti não vá eu cair outra vez. Que o meu nariz (parece-te), fareja abertamente os recantos da tua nuca? É que trazes um cheiro diferente que não consigo definir, terás mudado de perfume?, o meu interesse nas intersecções do teu corpo é meramente científico, acredita. Que a minha boca, entreaberta (inventas), à porta da tua boca? Está apenas de passagem, vai a caminho do teu ouvido, quero dizer-te um segredo, uma confidência importante, deixa-me pensar o que poderá ser. Que o meu peito (desconfias), se arremessa contra o teu como quem não quer a coisa? Uma tontura, um quase desmaio, é do calor, da falta de açúcar, se beber uma bica isto passa. Que o meu cabelo se eriça (teimas) e se agarra à tua pele? Electricidade estática, como sabes, um fenómeno muito comum. Este suspiro profundo, em que parece que espalho a alma toda pelo ar? Dificuldade em respirar, culpa do tempo seco, do calor, das alergias. Não é (nem por sombras, não é), o desabafo feliz de quem disse ao tempo que parasse, que tudo assim só mais um bocadinho (e a quem o tempo obedeceu). Beijar-te, eu?! Não sejas tolo.`
domingo, 13 de dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Essas tantas... Inquilinas!
Essa que te escreve esta estrofe é terna
Possui uma serenidade quase incómoda.
Afoga-se em meiguices e subtilezas.
Sabe-se assim, afeita ao sublime
E ao divino das pequenas coisas.
Não nega ou desvia olhares, expõe-se
E cede à lenta embriaguez do sentir.
Cabelos longos, reflectindo esperas sob os ombros,
Como a aguardar mãos que lhes desalinhem em carícias.
Na face, todas as estações.
No corpo, alquimia de vontades.
Como te dizer dessas tantas que me habitam?
Essa que te sussurra neste momento,
Descalça-se de pudores, enche-se de intenções
Mãos nuas e sempre em oferenda,
Porque é o amor, seu próprio altar
É que há vestígios de madrugadas húmidas,
Comunhão de êxtases a acordarem lembranças.
É que nas noites dessa, ainda há o teu corpo
Murmurando uma ausência não assimilada
O desejo sempre consumido pela saudade
Consumando-se no leito da espera.
Como te dizer dessas tantas que me habitam?
Essa que fala por mim agora, não sabe das outras.
Desconhece o alvoroço de uma, a doçura da outra.
Guarda palavras interditas, emoções contidas
Como se no silêncio buscasse a claridade
Que se derrama da epiderme da vida.
Vestida de solidão, alcançar-se é seu destino
Olhos imersos a tecerem caminhos.
É sempre nau, oceano dentro de si
É no além do reflexo, espelho da vazante
Que seus olhares mergulham e navegam.
Como te dizer dessas tantas que me habitam?
Essa que é o pulsar da veia daquelas
Que descobre na falta de quase tudo,
Que é fonte para a própria sede.
Não que se baste ou que se desabite
Desfolha-se em pétalas de vivências
E cada morte é em si, um renascer
Porque percebe-se adiante do respirar
É também por pisar em folhas secas
Que os passos descobrem a Primavera...
Porque há sempre alguém que nos conhece o íntimo mesmo sem saber da nossa existência e escreve o que um coração desordenado sente.
Porque não estamos sós nesta imensa busca pelo amor perfeito, pelo amor maior, divino...
Este texto é para todos os que, como eu, buscam esse AMOR maior dentro de si e em si e em alguém especial.
É sobretudo para esse alguém que conhece algumas dessas tantas que me habitam e não sabe o que fazer com elas...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
I Acto do Amor
II Acto do Amor
Nunca poderia imaginar que a imagem de ontem se viria a reflectir tão tardiamente.
Se o sonho se tornasse realidade, se tu nunca tivesses desaparecido, mas há tantos "ses" que mais vale não dizer mais nenhum. Algo que se tentou encontrar durante este tempo, durante tantos sentimentos, mas há tantos "durantes" que mais vale afirmar que eles se despediram! Uma saudade latente nos olhos, que se coloca por demais vezes pensada, vislumbrando recordações que se colocam no presente, mas que sucederam no passado. Uma amargura de remover o maior dos sentimentos!
Imagens simples que desfilam através do que é, mas que já foram...
É muito triste, não se consegue sequer esconder, andar com as mãos nos bolsos, e dar um pontapé em todas as pedras soltas que se encontram.
Abraçar e sentir que o sabor da melancolia já não existe mais...
Não há nenhum mais, mesmo mais nenhum...
Adeus
Não acredito em despedidas, mas em interrupções que são necessárias...
O Amor... o Amor segue dentro de momentos!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Se eu vivo?
Questiono uma sala vazia, espaço emoldurado por nada e por ninguém ocupado, anfiteatro tornado museu da minha tortura...
Sai a resposta, em ecos de silêncio, perceptivelmente captada pela lógica inerte dos números: és um, não está ninguém, deves ter razão.
Lá fora, amontoam-se abutres, de faca afiada e senha na mão, procurando ocupar este espaço, onde, vestindo um fato buraco, me aliei à loucura.
Angélica, esta vontade de acreditar em qualquer coisa, qualquer coisa suficientemente maior que a nossa dimensão...
Patética, esta dependência da probabilidade, da puta sorte, entremeios, haverá o que houver, será o que for, ou talvez não...
E se, de repente, eu me sentar no mais pequeno degrau da porta de acesso aos bastidores deste estranho Mundo?
Talvez me possa refugiar, cá fora, onde tudo não é quando parece e nada parece quando na realidade existe...
Ocupando o preciso espaço de um candeeiro apagado, serei capa do silêncio, com a inútil máscara de um doer profundo.
Cá fora, outros se agrupam, salivando inveja em sádicos projectos para brilhar.
A isto toda a gente, impávida, assiste...´
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O amor é f...
`Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.`
mIGUEL eSTEVES cARDOSO
terça-feira, 7 de julho de 2009
Materiais para confecção de um espanador de tristezas
eu sorria muito nesse sonho - fossem gargalhadas. aproveitei a ponta desse sorriso e fiz um escorrega. deslizei. tombei no início de uma manhã.
pensei ver duas borboletas mas (riso) eram duas ramelas. peguei nas duas: o peso delas dizia que estava acordado. ( a partir do tom amarelado das ramelas é possível apalpar manhãs.)
então vi: nos dedos, na pele do corpo por acordar, estavam manchas muito enormes: eram manchas de infância.
gosto muito desse tipo de varicela.`
terça-feira, 26 de maio de 2009
Eu Sei...
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte
E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.
EU SEI QUE O MAR NÃO ME ESCOLHEU
EU SEI QUE O MAR FALA DE TI
MAS ELE SABE QUE FUI EU
QUE TE LEVEI AO MAR QUANDO TE VI
EU SEI QUE O MAR NÃO ME ESCOLHEU
EU SEI QUE O MAR FALA DE TI
MAS ELE SABE QUE FUI EU
QUEM DELE SE PERDEU
ASSIM QUE TE PERDI.
Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onde que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
À nascente.
Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é
Um oceano.
Na voz de Mafalda Arnauth...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Diz-me, silêncio, em ruídos...
singelamente confusos primitivos —
que mão estender à voz que ouvida não
fala comigo ou com ninguém, silente:
Devo tocar como quem chama e pede?
Ou agarrar o que não fala ainda
senão por gestos quase imperceptíveis?
Esperarei perguntas sem resposta?
Responderei perguntas não faladas?
Diz-me, silêncio, em ruídos de que és feito,
como entender-te quando és corpo humano. "
Jorge Sena
segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."
Quem sabe... Johnny Welch.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Genuine...
John...
Lembras-te quando o gato das botas te bateu à porta e te perguntou se a Anita foi mesmo com o Pai Natal ao circo?
Supostamente, tinha ido com mais alguém, mas a memória já me falha...
Foi no Natal desse mesmo ano, estava a nevar torrencialmente e o lobo mau tinha ido à lenha! ...O estupor encontrou no caminho a Alice no País das Maravilhas e nunca mais voltou... Se bem te recordas, não chegaste a saber se a comeu ou não, mas há quem diga que ele a largou assim soube que o dito "Spiderman" andava engalinhado com a mãe dela, ficou cheio de cagaço!!!
Patati... Patata...
Como nesse ano, o Pai Natal foi ao circo com a Anita, fui eu que distribui os presentes em vez dele... uma trabalheira!!!
Quando passei em tua casa, a lareira estava apagada, graças ao lobo mau que "deu de frosques" com a Alice! Foi o Gato das Botas que me abriu a porta e me disse que já tinhas ido para a cama... Fui aconchegar-te os lençois e tu ainda abriste a pestana, deixei lá o teu presentinho e bazei...
Patati... Patata...
John, és como os meninos que deliram com o suposto Pai Natal, mas quando o vêm fingem que ele não está lá e até fogem a sete pés, se puderem... sabes bem que já me conheces, mas simplesmente "ignoras" a minha presença em espaços públicos... só por vergonha, penso eu... ; )
Beijo
Amiga Invisível
sexta-feira, 3 de abril de 2009
?
Na almofada jazem sonhos mal arrumados, alienados do tempo que se quis claro!
Deixei-os crescer por tempo incerto?
O que me deixa inflamada são as noites que não sonho...
sexta-feira, 27 de março de 2009
Para ti foi tudo!
que desfolhei a chuva
para ti
soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti
criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti
dei voz às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente
porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
quarta-feira, 18 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
.
A distância embriaga o sentido de estar.
Nem sempre o sempre é sempre.
.
E o sol?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Consolo piedoso...
domingo, 18 de janeiro de 2009
Despertar sentidos...
“C´est le regardeur qui fait le tableau!”... assim o confirmou António Gonçalves (pintor) no nosso encontro tertuliano...
...contemporâneas?!... obras inacabadas, composições abstractas, pontos, linhas, cores e contrastes, engendrando formas e signos, volumes e profundidades... obras que estimulam o prazer de observar... e o olhar despreconceituoso e intemporal...
Obrigado António... e Ana!