segunda-feira, 20 de abril de 2009



"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.

Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.

Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.

Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.

Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.

Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.

Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.

Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.

Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.

A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."



Quem sabe... Johnny Welch.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Genuine...

"Em que Natal foi?"

John...

Lembras-te quando o gato das botas te bateu à porta e te perguntou se a Anita foi mesmo com o Pai Natal ao circo?
Supostamente, tinha ido com mais alguém, mas a memória já me falha...
Foi no Natal desse mesmo ano, estava a nevar torrencialmente e o lobo mau tinha ido à lenha! ...O estupor encontrou no caminho a Alice no País das Maravilhas e nunca mais voltou... Se bem te recordas, não chegaste a saber se a comeu ou não, mas há quem diga que ele a largou assim soube que o dito "Spiderman" andava engalinhado com a mãe dela, ficou cheio de cagaço!!!

Patati... Patata...

Como nesse ano, o Pai Natal foi ao circo com a Anita, fui eu que distribui os presentes em vez dele... uma trabalheira!!!
Quando passei em tua casa, a lareira estava apagada, graças ao lobo mau que "deu de frosques" com a Alice! Foi o Gato das Botas que me abriu a porta e me disse que já tinhas ido para a cama... Fui aconchegar-te os lençois e tu ainda abriste a pestana, deixei lá o teu presentinho e bazei...

Patati... Patata...

John, és como os meninos que deliram com o suposto Pai Natal, mas quando o vêm fingem que ele não está lá e até fogem a sete pés, se puderem... sabes bem que já me conheces, mas simplesmente "ignoras" a minha presença em espaços públicos... só por vergonha, penso eu... ; )

Beijo

Amiga Invisível

sexta-feira, 3 de abril de 2009

?

Descobri uma manhã pardacenta...
Na almofada jazem sonhos mal arrumados, alienados do tempo que se quis claro!
Deixei-os crescer por tempo incerto?
O que me deixa inflamada são as noites que não sonho...