segunda-feira, 18 de maio de 2009

Diz-me, silêncio, em ruídos...

"Diz-me, silêncio, em ruídos permanentes
singelamente confusos primitivos —
que mão estender à voz que ouvida não
fala comigo ou com ninguém, silente:
Devo tocar como quem chama e pede?
Ou agarrar o que não fala ainda
senão por gestos quase imperceptíveis?
Esperarei perguntas sem resposta?
Responderei perguntas não faladas?
Diz-me, silêncio, em ruídos de que és feito,
como entender-te quando és corpo humano. "

Jorge Sena

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